quinta-feira, 14 de abril de 2011

Crise de sentido

 Olhamos as pessoas que, teoricamente, comandam o país. Senadores, deputados, gorvenadores, prefeitos e presidente reclamam da falta de recursos para investimentos em educação e saúde. Pois bem...

 Cada um desses parlamentares que reclamam, geram um débito aos cofres públicos de mais ou menos 10 milhões de reais CADA(em média). Tudo isso para botar seus filhos nas melhores escolas particulares, enviá-los para fora do país para ter a melhor formação, comprar os carros mais caros, importar bebidas, tudo. 10 milhões por ANO, média de aproximadamente 800 mil por mês. E, mesmo assim, votam aumento salarial de 62%.

 Há uma semana, houve um desastre em Realengo. Todos já sabem, não preciso contar. Ouvi de um passarinho que os nossos parlamentares pensaram em uma forma de resolver o caso: plebiscito sobre o porte de armas. Tudo bem, é válido. Mas e sobre a falta de recursos para investir no colégio ? Tem plebiscito para diminuir seus salários para investir essa 'economia' nos salários dos professores ? Teve plebiscito popular para saber se queríamos o aumento salarial ?

 Dizem que aprendemos quando nos dói no bolso. Mas mesmo doendo, e MUITO, no nosso bolso, não aprendemos. Botamos os mesmos caras no poder. Uma das maiores desigualdades sociais do planeta. O maior gasto com políticos do planeta. Eu vejo uma ligação nisso e você ?

sábado, 26 de março de 2011

Eduardo Marinho fala sobre política, religião e outros temas


Eduardo Marinho, um dos caras que nos inspirou e inspira. Em mais um vídeo dele na internet. É sensacional, não deixem de assistir.

Para conhecer mais do trabalho dele acesse:
http://observareabsorver.blogspot.com

sexta-feira, 25 de março de 2011

Blogueiro baleado

 Essa semana, o blogueiro Ricardo Gama foi baleado no Rio de Janeiro. O blogueiro é conhecido por suas criticas a PM e ao governador Sérgio Cabral. Para entender melhor porque ele foi baleado, leia o blog dele.

http://ricardo-gama.blogspot.com/


  Prova de que a liberdade de expressão ainda tem que ser aceita pelo sistema...

terça-feira, 22 de março de 2011

Desculpas

 Gostaria de pedir desculpas aos leitores desse blog pela falta de post's. Em breve voltaremos a escrever. Estamos passando por um tempo de falta de inspiração pois estamos longe de quem mais nos inspirou, NOSSOS PROFESSORES.

 Por enquanto estamos de 'férias'. Para informação, quase que inútil, os escritores desse blog agora são alunos de faculdade. Daniel passou para Filosofia na UFRJ, Hugo em Ciências Políticas na UNIRIO e eu, Gabriel, em Comunicação Social na UFRJ. Eu e Daniel só começamos nossas aulas em agosto. Então, logo que voltarmos com a nossa velha receita mágica para inspiração (contato com um professor), não faltará assuntos importantes para tratarmos aqui.

 Grato.

quarta-feira, 9 de março de 2011

Um texto de protesto


Nesses tempos de procurar o que produzir, vi um vídeo que fala sobre 'Desculpas ao Esporte e aos Atletas Brasileiros'. Apesar de não ser profissional, me identifiquei com boa parte das frases contidas no vídeo. Acabei por refletir bastante sobre tudo o que eu já passei no esporte e sobre tudo o que outras pessoas devem passar para apenas praticar o que se gosta.

Recentemente estive na equipe do Brasil no Mundial de vela. Algumas das promessas do esporte que mais deu medalhas olímpicas para o país estavam lá, os futuros melhores velejadores do mundo e, acreditem, a Confederação Brasileira não deu apoio algum para nós. Nada, nem um uniforme, lanchinho, técnico, NADA. Apenas um texto em seu site oficial em que eu mesmo escrevi no blog que criamos lá para darmos notícias aos amigos e pais que ficaram aqui no país. Se passamos por isso, imagine o que as outras pessoas de outros esportes não passam ?

Num país tão grande, com tanta criança correndo atrás de uma bola, correndo por correr, saltando, nadando em rios... tantos possíveis talentos jogados fora. Não há uma política séria como em outros países 'desenvolvidos' para buscar esses talentos. Só investem no que já dá resultado e nada fazem para uma nova geração a não ser pedir resultados e se gabar de algo que eles não têm nenhuma parcela de culpa quando o mesmo vem. Se negam a dar apoio a esportes pouco visados pela mídia como vela e judô e que, mesmo assim, esses esportes são os que mais deram medalhas olímpicas para o país.

Se no futebol, esporte que mais se vê na televisão, ainda existem milhões e milhões de pessoas que treinam em condições horríveis (para não dizer outras palavras), imagina o que encontraremos se olharmos para o atletismo ? A esperança se volta para o sacrifício de pais e parentes, para um dia o filho dar resultado, conseguir um patrocínio e poder fazer o que gosta. Mas até chegar a esse posto, veja, nenhum papel do governo. Nenhum campeonato patrocinado pelo governo. Nenhuma clínica de treinamento. E, mesmo assim, ainda surgem atletas monstruosos como Cesar Cielo.

Apesar de tudo, aos que chegam lá, o governo banca algumas coisas, mas o preço é uma corda bamba: ou você cai do lado do endeusados, que terão sempre apoio, ou cai no lado do esquecimento, tendo que se virar para conseguir viver. Poucos sabem reconhecer alguns resultados considerados 'pífios' como vitória. Poucos sabem reconhecer que a vitória exige um processo lento de desenvolvimento, que, até lá, é necessário uma base para treinamentos e campeonatos. No fim, ninguém apoia um projeto de formação de atleta.

Mesmo com todo esse quadro, existe um brio inexplicável de todo atleta brasileiro por seu país. Mesmo tendo que tirar do própria bolso, todos vão levantar a bandeira do Brasil, todos choram com o hino nacional e ainda sabendo de todas as dificuldades, todos querem um dia subir no pódio com um uniforme do Brasil. E o Brasil só quer ver essas pessoas subindo no pódio, não quer nem saber de como foi o histórico do atleta até chegar lá.

Ser atleta é difícil. Ser atleta BRASILEIRO é mais difícil ainda.

sábado, 12 de fevereiro de 2011

Não se adequar


Qualquer função, objetivo, ideologia, pensamento. Tudo é regrado, separado em subconjuntos, submatérias, sub-inutilidades. Na religião você tem que ser ateu, cristão, judeu... na política você tem que ser esquerda, direita ou, mesmo lhe atirando pedras, centro. E assim em grande maioria das ocorrências da vida.

Estive pensando em uma dessas noites virando na cama e conversando comigo mesmo, em que estilo de escrita eu me adapto ? Juro que não sei responder, acredito que minha escrita é livre. Na verdade, nem quero saber quais são esses estilos. A partir do momento em que eu tiver que abrir mão de vontades próprias para falar 'Eu sou de tal grupo', não serei eu mesmo.

É como a gramática faz com a língua. A escrita deveria ser como reprodução em códigos da fala, mas não, a escrita tenta regrar os diálogos. Juntar todas aquelas babozeiras de regras e nomes quase que científicos para uma simples frase, de forma perfeita. Saber dominar os adjuntos adnominais, adjetivos, pronomes, predicativos, tudo para nos acorrentar, para nos adequar ao estilo europeu de falar. Isso é ser educado para o padrão da sociedade, se regrar é ser educado, deixar você submetido a leis invisíveis é ser culto.

Aos poucos vamos nos fazendo, nos descobrindo, fazendo a NOSSA cultura, sem regras, sem trajetos definidos porém, a originalidade e as tradições culturais de cada local são vistas com preconceitos nessa sociedade com visão fechada.

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Seria o fim das diferenças?

Nós, digo, eu, Gabriel e Hugo, acreditamos na "esquerda política". Apoiamos o mesmo partido e temos idéias parecidas(não revolucianárias, mas sim mudanças gradativas). De qualquer modo, pregamos uma sociedade menos desigual, onde todos tenham chances iguais na vida; seja uma boa escola, hospital, entretenimento, acesso à informação, transporte público etc. Porém, baseado nisso, seria esse o fim das diferenças e a padronização dos costumes e interesses? Com chances iguais e tudo mais, não haveria mais tanta diferença entre as classes e as pessoas estariam cada vez mais parecidas. Será que não haveriam mais ícones musicais ou de beleza? Será que, como as pessoas estariam cada vez mais iguais, os bares iriam todos servir as mesmas coisas e tocar as mesmas músicas? Seria o fim dos ícones do esporte? Da cultura internacional? Resumindo, seria o fim das diferenças? Não. A igualdade pregada pelo ideal é a igualdade simplesmente de se viver a vida do melhor modo que pode, onde sua liberdade acaba na liberdade do próximo. Claro que as classes serão extintas, mas isso não significa matar a cultura ou as diferenças pessoais. Ainda haverão músicas, ainda vão ter esportistas se destacando dentre os demais, a beleza ainda existirá(Narcisismo pode não precisar mais do Consumismo, porque não?), basta apenas a vontade de continuar inovando; seja na arte, na cultura ou naquilo que lhe interessar. A "sociedade" poderá ser igual, mas isso não significa que as pessoas não possam ser diferentes.