quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Tudo está interligado

Suponhamos que haja um movimento estudantil à favor do passe livre nos ônibus para estudantes de colégios públicos, ou seja, os estudantes de colégios públicos circulariam livremente sem ter que pagar. Portanto, isso atenderia à necessidades de muitos estudantes da rede pública, logo porque um estudante de colégio privado iria à esse movimento? Isso não atenderia os interesses dele, nada mudaria pra ele... Será? No Rio de Janeiro, São Paulo e outros lugares também, encontramos o caos no trânsito ocasionado por grande quantidade de carros para poucas ruas, dentre outros problemas. O estudante de colégio particular geralmente vai à escola num carro, e nesse carro ele enfrentará trânsito devido a muitas outras pessoas que preferem à recorrer o transporte privado ao público devido ao custo benefício. Dentre essas pessoas que preferem o transporte privado, há também estudantes de colégio público que possuem pais com carros que preferem levar seus filhos de carro à ter que pagar pelo transporte "público". Agora veja, se esse passe livre for autorizado, serão menos pessoas usando transporte privado, menos carros nas ruas pois mais pessoas estarão nos ônibus, indiretamente, aquele garoto do colégio privado terá mais conforto ao trafegar nas ruas pois o trânsito diminuirá. Agora, imagine se o transporte "público" se tornar público MESMO. Tudo está interligado, o bem do próximo pode ocasionar no seu, pois a vida num estado, país, mundo, município nada passa de uma rede! De um modo ou de outro, o benefício do próximo chega no seu! Solidariedade é quase egoísmo, e nesse caso não há nada de errado.

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Politizar-se.

Me peguei pensando, novamente, na sociedade. Estas noites de rolação na cama transformam minha cabeça em uma máquina do tempo, prevendo futuro, relembrando passado, analisando o presente. São vários assuntos, dos mais variados interesses. Gosto de pensar no que me sinto fazendo ou estando com. Logo pensar o mundo me faz bem.

Dentre essas viagens sem escala, lembrei de uma frase que li por aí na internet:
'O povo reclama das más administrações, da falta de comida, falta de água, falta de tudo. Mas não enxergam que o modo mais fácil de enfrentá-los é politizar-se.'
Não foi exatamente assim, mas o sentido é tal. E achei brilhante. Politizar-se é o motor da mudança, mudaremos os políticos, quem sabe os que realmente dominam o país (isso é bem mais complexo). O grande problema é desviar esses interesses da 'mão invisível do mercado', deixar de formar empregados e chefes, formar cidadãos. Isso eu já falei demais no meu outro blog.

Minha visão é de esquerda, deixo claro. Porém com a politização do povo, surgirão mais pessoas tendenciosas à esquerda e a direita. Isso engrandece os dois 'lados', com mais pessoas pensando formas políticas, os erros de cada uma das correntes serão constantemente mostrados e existe a possibilidade da melhoria. A disputa engrandece, pois um quer mostrar ao outro que é melhor. Por isso a existência do socialismo é tão bom para o povo que vive no capitalismo (não para os grandes homens). Você pergunta 'Nossa COMO !?'. Foi assim mesmo que eu pensei quando ouvi essa frase. A resposta está na ideologia de disputa capitalista. Com o socialismo, o governo investe pesado no lado social, melhora nas escolas, hospitais e etc. para mostrar que é melhor que o socialismo.

Muitas coisas desse mundo influenciam na alienação. E vou direcionar uma critica negativa por aqui. Surgiu nesses tempos um cara na internet chamado Felipe Neto, criticando as tal 'modinhas'. Com certeza, muito inteligente, prova disso é o vídeo que ele fez falando de político. Ele mesmo virou uma modinha, criticando o jeito dos jovens de se entregar a sentimentos bobos e a famosos que pouco contribuem para seus respectivos crescimentos. Então, por que ele mesmo não usa sua fama e capacidade de atrais os jovens para tirá-los da alienação e incentivá-los ao conhecimento político - ao invés de fazer um vídeo se auto-criticando ?

Deixando claro que não atiro pedras nas pessoas que não seguem esse caminho que falei neste texto. Só é uma das características necessárias para a mudança que tanto exigem, ao meu ver. Não beije a bandeira nacional apenas em dias de Copa do Mundo, beije-a diariamente, tenha orgulho de ser brasileiro e faça por onde. Quando isso ocorrer as mudanças que a maioria deseja pode ocorrer e jamais teremos um aumento de 62% no salário dos parlamentares enquanto professores recebem pouco mais de R$1.000,00.

sábado, 8 de janeiro de 2011

Isso não é natural

Nascemos com um preço, o preço do Hospital e dos serviços prestados pelo nosso parto. Crescemos às custas de preços, creches, hospitais para nossas doenças de criança, escolas, roupas, comida. Continuamos a crescer com os mesmos preços, mas agora somos adolescentes e devemos ir pra Faculdade Pública, ou pagaremos o preço da particular. Somos adultos, agora nós somos mercadorias e as pessoas nos compram pra trabalhar pra elas; como escravos, porém temos a falsa ilusão da liberdade, liberdade essa de escolher com que dificuldade você vai viver e com que caixão você será enterrado. Resumidamente, essa é a vida de um "cidadão" qualquer, tudo gira em torno do capital e isso está completamente encravado na cabeça da massacrante maioria da população do mundo todo. Ninguém questiona o fato de que para vivermos precisamos de papel pintado, porque nosso trabalho não é em prol da sociedade apenas? Assim poderiamos ter nosso trabalho convertido em solidariedade e serviços públicos prestados para todos! Foi triste quando me dei conta que em minha vida toda meu pai pagou 2 escolas e 2 hospitais: Escola e Hospitais públicos, Escola e Hospitais privados. E é triste saber que só tive algo decente quando paguei algo fora dos impostos; mais triste ainda é saber que todos brasileiros pagam a faculdade pública, e poucos têm acesso. Trabalhamos pra termos um preço, e quase nunca o preço é suficiente para que tenhamos oportunidades decentes. Pagamos impostos que são convertidos em Copa do Mundo, Aviões e Escândalos Políticos... A sociedade nasce com um preço, e a sociedade acha isso natural. Não quero pagar pela minha vida, não quero trabalhar pra viver; quero viver e trabalhar por vontade e amor ao que faço e por solidariedade ao próximo.

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Nacionalismo: nem demais, nem de menos.

Fiquei pensando em algo para voltar a escrever nesse blog. Quanto tempo que não passo por aqui e que falta que está me fazendo. Por causa da minha última experiência, resolvi escrever alguma coisa sobre nacionalismo. Pensei sobre seus limites.

Com o convívio com pessoas de outras nações, percebi que a interação entre povos é algo que pode acrescentar e muito para o mundo como um todo. Troca de experiências, contos, crenças, histórias... tudo isso faz com que o homem cresça e o mundo agradece. Mas não quero receber dos Britânicos fotos pornográficas, quero saber o que eles pensam da gente, o que eles acham que podemos mudar para evoluirmos (não no sentido do capital, mas como sociedade). Quero saber como eles encaram religião, a política, o mundo.

Nacionalismo exacerbado não permite essa interação. Cria-se o etnocentrismo. 'Nós somos os melhores, tô nem aí para o que eles tem de falar para mim.'. Levanta-se barreiras invisíveis que impedem o desenvolvimento do mundo como um todo. Além disso, a intensidade desse sentimento faz com que a mídia crie rivalidade inexistentes e alimenta essa criação de uma forma que gera preconceito de uma nação por outra (não estou questionando as rivalidades históricas).

Ter uma identidade nacional é muito importante. Cultura, língua, história, orgulho e outros. Mas com limites, para que pessoas com má intenção não manipulem outras para surgir preconceitos banais.

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Reflexão sobre a ''democracia'' capitalista

A grande quantidade de informações existentes na globalização e na internet não é um exemplo nem uma adição da democracia. Na verdade, essa abundância de informações tende a degenerar a democracia pelo seguinte raciocínio: Vivemos em uma sociedade de consumidores. Nesta, tende-se a inovar e jogar fora os produtos para manter o consumismo funcionando. Essa prática aplica-se às informações também: Para que ''perder tempo'' com um livro se há um mundo inteiro de informações? Pois então, as pessoas não lêem mais livros pois elas tentam absorver toda a informação disponível através de atalhos (resumos, frases prontas) na tentativa de serem mais flexíveis e conhecerem tudo. Com isso, os livros são substituídos por frases e as discussões são substituídas por imagens. Concluindo: afirmar então que o capitalismo é democrático pois fornece informações de todas as ideologias é uma falácia. Esse fornecimento aliado ao pouco tempo que as pessoas têm para pensar hoje em dia e à própria prática do consumo tende a tornar o pensamento atual mais pobre. Os livros que estão a venda são uma fachada para dizer que a democracia existe, porém, estes nunca serão comprados.


(Raciocínio do livro A Vida Para Consumo)

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Um conversa com um cachorro

Um dia, um ser, de um planeta, membro de uma sociedade, sentado na calçada, conversando com um cachorro. O homem olhou para o animal e começou a discursar:
- Você tem noção do que é o nosso mundo ? Aqui a disputa supera a irmandade, a bondade. Um quer ser melhor do que o outro. Pessoas se matam por pouco, por nada e por um pedaço de papel que todos acreditam que tem valor !
O cachorro, intrigado, respondeu:
- Como ? Eles matam pessoas, que têm o próprio valor, por um pedaço de papel ?
O homem continuou:
- É isso mesmo, aqui vivemos em uma guerra constante. São raros os casos em que as pessoas tentam evoluir umas com as outras, o jogo de interesse é assustador. As pessoas que deveriam trabalhar pela igualdade entre todos regem ainda mais a desigualdade, gerando ainda mais disputas.
A conclusão do cachorro veio logo em seguida:
- Então, quem tem mais papéis, são mais felizes ?
- Eles acreditam que sim ! Mas os níveis de suicídio são maiores entre eles. Eles aparentam felicidade, mas sabem que não podem confiar em seus 'amigos' pois eles podem lhes passar a perna. Nem mesmo na própria esposa ou marido eles confiam. Como pode ser feliz ? Descontam suas tristezas em carros, jóias, roupas... Acham normal existir pessoas que morrem de fome, mesmo existindo meios para evitar isso. Compram mais do que é preciso. Grande parte deixou de fazer o que gosta para fazer o que dá dinheiro. Todas as atenções se voltaram para esse maldito papel. Por que eles não acreditam que essa pedrinha de rua vale, por exemplo, R$400,00 ? Todos guiados pelo sistema, sem coragem para mudar. Agradeço por ter nascido pobre e estar aqui desabafando pra você, pelo menos no meu meio ainda há nas pessoas o valor de um ajudar o outro, mesmo que não possam.
O cachorro, com cara de assustado, olhou para o homem e disse:
- Ainda bem que eu não vivo nesse mundo.


*Essa história é totalmente fictícia, sem quaisquer relação com a realidade.