Existe um sistema que impõe uma conformidade nas pessoas, que são tratadas como consumidores, e só. Esse sistema, denominado como indústria cultural por alguns dos maiores pensadores que o mundo já viu, além de repudiar quaisquer despertar de pensamentos e inquietações contra tal forma de vida conformista, incentiva o estilo de vida americano, consumista, pobre, podre.
Parte dessa ação de repudiação acontece ao inutilizar novos pensadores, com teorias que podem mudar o sistema opressor capitalista. Não só inutilizar os novos, mas também não dar valor aos filósofos do passado que fizeram teorias sensacionais sobre nossa sociedade.
Para basear meu texto, recorro ao passado com o fim de exemplificar. No galgar do nazismo rumo ao poder da Alemanha, o seu líder Adolf Hitler se encarregou de expulsar da Alemanha muitos cérebros que desvendavam segredos da sociedade. Tal expulsão foi realizada ao perseguir os pensadores do Instituto de Pesquisas Sociais, localizado na Universidade de Frankfurt, que tinham tendências comunistas e alguns eram de origem judáica. Tudo o que Hitler não queria.
Pensadores como Horkheimer e Adorno tiveram que migrar para os Estados Unidos na que foi considerada a maior migração de cérebros da história. No principal país da América (desde aquela época) eles lideraram pesquisas minuciosas sobre a sociedade e os meios de comunicação. Adorno, por exemplo, reconheceu, já naquela época (por volta de 1940 ~ 1950) que existia um interesse superior ao dos meios de comunicação.
Como ele chegou a isso ?
Adorno ficou inquieto com a quantidade de novelas e de programas de auditório com nenhuma qualidade. Apenas programas xulos destinados ao entretenimento do trabalhador que chegava em casa para descansar. Pior do que isso era o bombardeamento de propagandas que reforçavam o estado de conformidade e consumidor. Ele não acreditava que tal situação era uma vontade popular. Logo, ele concluiu que esse interesse superior se tratava de uma indústria cultural que buscava, cada vez mais, incentivar o sistema vigente (capitalismo).
Lógico que todo esse estudo não teve uma efetividade pelo governo ou pela população, já domada e domesticada pelos meios de comunicação. Preste atenção: já por volta de 1940 pensadores denunciavam o sistema que vangloriava o capitalismo e já denunciava suas possíveis consequências.
Então, o que vejo dessa situação é que não faltam pensadores. Com certeza, há centenas e, talvez, milhares de pensadores do século XXI que estudam a sociedade a fundo, com a finalidade de achar seus problemas e teorizarem uma solução. Falta é a divulgação, mas isso não vai partir dos grandes meios de comunicação para atingir a grande massa da sociedade. As pessoas tem que buscar o conhecimento e a curtos passos, buscar mudar os seus comandantes (presidentes, governadores...) por aqueles que buscam um poder social, visando o esclarecimento das pessoas.
Depois desse passo, que não vejo nenhuma previsão de acontecer, os estados tem que saber usar essas mentes brilhantes e buscar um sistema igualitário: já que um sistema perfeito é um sistema utópico.
segunda-feira, 3 de outubro de 2011
domingo, 31 de julho de 2011
O incentivo a sua arma letal
O sistema que recorre a todos os tipos de artifícios para retrair qualquer forma de revolução ou tentativa de mudança. Exclui, bloqueia, pune, bombardeia, mente. Esses são só alguns exemplos de milhares que podem ser citados pela história. É assim que o capitalismo vem sobrevivendo.
A manipulação dos meios de comunicação é o caminho mais fácil e mais eficaz encontrado até então. O meio de massa mais utilizado é a TV. É completamente aceitável sua escolha, já que quase todo brasileiro tem uma em sua casa - imagina nos outros países, principalmente os Europeus ? Esse meio, que não está aqui para atender o povo e sim quem compra suas propagandas, não exita em forçar todas essas calúnias e, assim, fortalecer o sistema e aumentar suas riquezas.
Não satisfeitos em ter essa arma, impulsionaram mais uma. Mais uma forma de distrair o povo sobre a realidade, mais entretenimento sem conhecimento ou cultura, mais um produto a ser comprado... Seria perfeito, mas tornou-se uma arma letal contra o sistema. Essa é a Internet.
Seria como contratar um adestrador ao seu cão, mas inconscientemente, o seu cão começa a receber informações que você não queria que o adestrador passasse. Esse cão passa, aos poucos (bem aos poucos mesmo), a te desobedecer. Aos poucos, essa desobediência começa a sair do controle e você acaba não sabendo o que fazer.
E é isso que está acontecendo com a internet. As informações REAIS, passaram a ser oferecidas a um grupo de pessoas, que passou a divulgadas para outro grupo, que divulgou para outro grupo e, nessa sequência, hoje, muitas e muitas pessoas começaram a acordar para o mundo. Tudo bem, ainda não é em um volume capaz de provocar uma revolução. Mas, veja só, antigamente - praticamente-, só professores, pensadores, estudiosos, tinham uma noção da realidade, caso 'abrissem a boca' eram taxados de malucos.
Nos anos 60-70, houve uma explosão das revoltas, logo abafadas pelas ditaduras. Passamos por anos de escuridão, poucas informações, e, essas poucas, eram manipuladas. Agora, com a internet, é possível ver várias versões sobre uma única notícia. Há 5 anos, a informação verdadeira atingia 9 entre 10 pessoas. Hoje, a verdade pode atingir 8.. 7 ( não são números baseados em pesquisas, apenas uma hipótese ).
Pode ser pouco para o ideal ? Pode. Mas já é um começo. A mesma aliança alienadora, culpou as redes sociais pelas últimas revoltas liberais. Isso acabou por incentivar a divulgação de todo tipo de protesto. Para combater, as poderosas não dão cobertura as passeatas. Mas (TOMARA) agora já é tarde. Foi iniciado um processo de despertar do povo.
É uma ação que mata um sistema e revive um povo.
A manipulação dos meios de comunicação é o caminho mais fácil e mais eficaz encontrado até então. O meio de massa mais utilizado é a TV. É completamente aceitável sua escolha, já que quase todo brasileiro tem uma em sua casa - imagina nos outros países, principalmente os Europeus ? Esse meio, que não está aqui para atender o povo e sim quem compra suas propagandas, não exita em forçar todas essas calúnias e, assim, fortalecer o sistema e aumentar suas riquezas.
Seria como contratar um adestrador ao seu cão, mas inconscientemente, o seu cão começa a receber informações que você não queria que o adestrador passasse. Esse cão passa, aos poucos (bem aos poucos mesmo), a te desobedecer. Aos poucos, essa desobediência começa a sair do controle e você acaba não sabendo o que fazer.
E é isso que está acontecendo com a internet. As informações REAIS, passaram a ser oferecidas a um grupo de pessoas, que passou a divulgadas para outro grupo, que divulgou para outro grupo e, nessa sequência, hoje, muitas e muitas pessoas começaram a acordar para o mundo. Tudo bem, ainda não é em um volume capaz de provocar uma revolução. Mas, veja só, antigamente - praticamente-, só professores, pensadores, estudiosos, tinham uma noção da realidade, caso 'abrissem a boca' eram taxados de malucos.
Nos anos 60-70, houve uma explosão das revoltas, logo abafadas pelas ditaduras. Passamos por anos de escuridão, poucas informações, e, essas poucas, eram manipuladas. Agora, com a internet, é possível ver várias versões sobre uma única notícia. Há 5 anos, a informação verdadeira atingia 9 entre 10 pessoas. Hoje, a verdade pode atingir 8.. 7 ( não são números baseados em pesquisas, apenas uma hipótese ).
Pode ser pouco para o ideal ? Pode. Mas já é um começo. A mesma aliança alienadora, culpou as redes sociais pelas últimas revoltas liberais. Isso acabou por incentivar a divulgação de todo tipo de protesto. Para combater, as poderosas não dão cobertura as passeatas. Mas (TOMARA) agora já é tarde. Foi iniciado um processo de despertar do povo.
É uma ação que mata um sistema e revive um povo.
sexta-feira, 8 de julho de 2011
Para quem não acredita...
Nós viemos batendo na tecla de noticiários alienadores há muito tempo. Desde a criação desse espaço, nossa maior luta é para que todos que leem este espaço, abra os olhos e busquem a verdade propriamente dita. Estes dias recebi um e-mail que, para muitos, pode ser surpreendente, mas para mim não. Vou fazer, mais ou menos, um resumo dele.
Todos sabem que a 'população' da Líbia está em conflitos, teoricamente, contra o ditador Kaddaf. Noticiários globais mostram possíveis atentados do ditador contra a população e muitas coisas nacionalistas. Porém, como uma população se rebela contra um governo que lhe dá educação pública, DE QUALIDADE, até o ensino universitário, onde 10% dos jovens vão estudar na Europa e nos EUA com tudo pago, onde, quando se casa, a pessoa recebe 50 mil dólares para comprar seus primeiros bens, onde a saúde pública é equiparada ao estilo europeu ?
Informações que chegam de lá, que não são veiculadas nos maiores meios, são de que o nível de pobreza é baixíssimo. NÃO HÁ REVOLTA POPULAR. O que há é o investimento americano em uma oposição mesquinha, que não sabe se organizar, contratação de homens, treinamento para uso de armas e afins. Tudo isso para derrubar um modelo econômico que atende a população e a deixa acima das empresas.
Por que os EUA fariam isso ?
A Líbia tem um petróleo de alta qualidade e suas reservas atingem 45 bilhões de barris. Basta ver que o preço do barril gira em torno de 100 dólares. Olhe o lucro. A Líbia é um dos únicos países que não está atolado em dívidas com o FMI.
A OTAN não cessa os bombardeios as principais cidades líbias. Além do bloqueio marítimo e aquático, deixando a população carente de remédios e água. Muitos atravessam o deserto para viver no Egito e Tunísia.
Vale lembrar que não é a primeira vez que os EUA tentam destruir um sistema que não adere ao capitalismo visado para aumentar o poder das grandes empresas sobre o povo.
Todos sabem que a 'população' da Líbia está em conflitos, teoricamente, contra o ditador Kaddaf. Noticiários globais mostram possíveis atentados do ditador contra a população e muitas coisas nacionalistas. Porém, como uma população se rebela contra um governo que lhe dá educação pública, DE QUALIDADE, até o ensino universitário, onde 10% dos jovens vão estudar na Europa e nos EUA com tudo pago, onde, quando se casa, a pessoa recebe 50 mil dólares para comprar seus primeiros bens, onde a saúde pública é equiparada ao estilo europeu ?
Informações que chegam de lá, que não são veiculadas nos maiores meios, são de que o nível de pobreza é baixíssimo. NÃO HÁ REVOLTA POPULAR. O que há é o investimento americano em uma oposição mesquinha, que não sabe se organizar, contratação de homens, treinamento para uso de armas e afins. Tudo isso para derrubar um modelo econômico que atende a população e a deixa acima das empresas.
Por que os EUA fariam isso ?
A Líbia tem um petróleo de alta qualidade e suas reservas atingem 45 bilhões de barris. Basta ver que o preço do barril gira em torno de 100 dólares. Olhe o lucro. A Líbia é um dos únicos países que não está atolado em dívidas com o FMI.
A OTAN não cessa os bombardeios as principais cidades líbias. Além do bloqueio marítimo e aquático, deixando a população carente de remédios e água. Muitos atravessam o deserto para viver no Egito e Tunísia.
Vale lembrar que não é a primeira vez que os EUA tentam destruir um sistema que não adere ao capitalismo visado para aumentar o poder das grandes empresas sobre o povo.
terça-feira, 28 de junho de 2011
Desapego material
Muitas pessoas vivem buscando as formas para produzir algo que 'bombe', que torne um sucesso e assim, consequentemente, consiga algum status ou ganho material graças a essa descoberta. Para tal, as pessoas ficam horas e horas pensando, focando naquilo, forçam o pensamento e a mente, obrigando-os a tirar um coelho da cartola e assim, como um passe de mágica, brotar o tal feito inovador.
Talvez sejam as coisas mais simples que causam efeito, tanto é que, toda vez que algo de novo se torna um sucesso, a maioria de nós pensa 'Como eu não pensei nisso !'. Mas tem o pessoal que defende que as mais sofisticadas são as que oferecem maior capacidade de despertar o interesse do público ou algo do tipo.
Penso muito nisso, em inovar, em estar sempre produzindo algo que me deixe satisfeito. Vendo um programa de TV acho que encontrei a resposta para tal fim: o desapego tecnológico.
Estamos em períodos em que todos querem estar conectados 24 horas por dia uns com os outros e, assim, esquecemos do que está ao nosso redor. Quando vamos a rua, de carro, vamos olhando para o celular, 'twittando', mandando mensagem ou só tendo uma desculpa para desviar o olhar do cotidiano.
Não sei se vocês perceberam mas as maiores obras musicais e artísticas em geral, saíram da inspiração de um lance casual, que acontece com todos nós no dia a dia. Mas para tal fato ocorrer, temos que observar, entender o que está em nossa volta e captar toda essa nossa energia. A internet deve ser apenas um meio para sofisticar uma obra calcada de espontaneidade e para buscar informações para tornar seu trabalho mais completo.
E para você ?
Talvez sejam as coisas mais simples que causam efeito, tanto é que, toda vez que algo de novo se torna um sucesso, a maioria de nós pensa 'Como eu não pensei nisso !'. Mas tem o pessoal que defende que as mais sofisticadas são as que oferecem maior capacidade de despertar o interesse do público ou algo do tipo.
Estamos em períodos em que todos querem estar conectados 24 horas por dia uns com os outros e, assim, esquecemos do que está ao nosso redor. Quando vamos a rua, de carro, vamos olhando para o celular, 'twittando', mandando mensagem ou só tendo uma desculpa para desviar o olhar do cotidiano.
Não sei se vocês perceberam mas as maiores obras musicais e artísticas em geral, saíram da inspiração de um lance casual, que acontece com todos nós no dia a dia. Mas para tal fato ocorrer, temos que observar, entender o que está em nossa volta e captar toda essa nossa energia. A internet deve ser apenas um meio para sofisticar uma obra calcada de espontaneidade e para buscar informações para tornar seu trabalho mais completo.
E para você ?
quarta-feira, 15 de junho de 2011
O mundo da caixinha
Nasci em um mundo, uma sociedade nova. Não me lembro, ao certo, minha primeira lembrança. Não me lembro de quando minha consciência passou a ser dominada. Só sei de quando ela deixou de ser dominada e de quando eu comecei a perceber o que realmente é o mundo em que vivemos.
Percebi que o que realmente manda no jogo é um caixinha, dessas que todo mundo tem em todos os cômodos de suas casas. Depois fui mais além, não é exatamente a caixinha e sim quem está por trás dela. E consequentemente fui entrando nesse mudo até descobrir fatos mirabolantes e parece que me assustaram de tal forma que parei por aí.
Acho que o meu problema foi criar histórias demais, saber de possibilidades demais e sempre desconfiar de segundas intenções vindo daquela caixa, daquele canal. Os que estão por trás dela fizeram o papel de vilão que todo autor de novela queria criar, aquele que fizesse a cabeça de todos. Ou o que todos os políticos queriam ser, que o povo aceitasse tudo o que viesse dali como verdade.
E fui de documentário em documentário. De aula em aula. De texto em texto. Nesse caminho fui descobrindo tudo o que realmente acontecia no mundo em que vivemos. Todas as jogadas, todas as notícias que, juntas, formaram as camas para as piores pessoas com as piores intenções se deitarem. Vi como ela é capaz de mudar fatos, como é capaz de esconder fatos, como é capaz de criar verdades e de mudar as verdades.
Talvez eu seja um dos ícones da nossa juventude, muito influenciável. Fiquei vislumbrado com tudo o que soube e me entreguei de tal forma sem pensar que poderia também estar sendo alienado por um outro método de pensamento. Até um ano atrás eu era um do rebanho A, agora eu to no rebanho B. Não do muito tempo para surgir um rebanho C com teorias que derrubem o A e o B.
Afinal, qual é a nossa realidade ? Em que mundo vivemos ? É o mundo da caixinha, onde tudo o que acontece e aconteceu está passando nela. É dela que você tira suas verdades. Basta escolher o que você quer como verdade.
terça-feira, 14 de junho de 2011
Ideologia e seus problemas
No meu último post falei sobre os problemas da solidariedade de grupo, nesse falarei sore a Ideologia. Pra começar, ideologia é um termo com muitos significados e usos diferentes, nesse post falarei sobre ideologia como ferramenta de alienação e dominação de massas.
O que é a ideologia como ferramenta etc? É, bem resumidamente, um conjunto de idéias prontas. Como por exemplo o Fascismo e o Comunismo, são duas ideologias diferentes que apresentam suas idéias, críticas, métodos de ação e tudo mais. Porque seria a ideologia uma ferramenta de alienação? Porque a partir do momento que você adere a uma você não tem a liberdade de pensar diferente do que ela prega, ela te dá tudo pronto e você deve a seguir. Sendo assim, se você adere à alguma ideologia você acaba limitando seu pensamento e suas idéias à aquilo; e isso limita sua visão e seu poder de ação. Não digo que as ideologias são falhas ou que suas idéias são horríveis, pelo contrário, elas possuem ótimas análises e idéias; mas não se deve seguir as ideologias de modo dogmático, mas sim reflexivo.
Sendo assim, deve-se fazer um balanço das idéias contidas nas ideologias e ver o que pode ser aproveitado e o que não pode. O que não pode e não deve ser feito é seguir a ideologia como um fanático, onde aquela é a verdade única e imutável.
segunda-feira, 13 de junho de 2011
Jeitinho brasileiro de realizar sonhos
Nesses tempos de férias sem fim, tenho me dedicado quase que integralmente aos esportes. É treino na vela, treino no futsal, academia, jogo contra. Por agora estava pensando em tudo o que fazemos para meio que realizar alguns sonhos ou viver sensações que jamais vamos ter.
Uma das tradições do brasileiro é o futebol. Todos, quando criança, sonham em entrar em um gramado, olhar para aquela torcida, ter seu nome escrito atrás da camisa, escolher seu número, fazer o gol do título e poucos conseguem esta benção. Mas, com o jeitinho brasileiro, a gente mais uma vez conseguiu driblar essa barreira.
Estou falando dos times de pelada. Aqueles com nomes engraçados, atacantes gordinhos e goleiros gordões. Ou até mesmo dos times com nomes sérios e, até de certa forma, com uma fama, com jogadores habilidosos, que poderiam estar desfilando nos gramados brasileiros.
Todo esse mundo do futebol amador, do futebol de fim-de-semana, tem um brilho próprio. As pessoas se organizam, compram o uniforme, escolhem seus números, botam os nomes estampados, entram em campo, tiram fotos perfilados, levam famílias e fazem o gol do título do Torneio da praça.
Comemoram gols como poucos jogadores profissionais comemoram, tem mais amor a camisa do time de pelada do que os profissionais tem pelos times que os empregam. E toda essa simulação para viver aquele gosto. Uma coisa eu garanto, não há simulação ou tecnologia que consegue representar tão bem a sensação de realizar sonho como essa.
As vezes acho que todos esses torneios de pelada e esses times deveriam ser mais valorizados pela mídia e tal. Mas, pensando bem, tiraria todo esse brilho com um toque de jeitinho brasileiro que conseguimos fazer nossos sonhos de criança se realizar.
PAZ NO ESPORTE.
quinta-feira, 9 de junho de 2011
Texto de Nizan Guanaes
Esse texto foi me passado pelo meu ex-professor de literatura, Fábio. Infelizmente não sei o título, mas consegui achar na internet o autor e estou passando para vocês. Vale dar uma lida, é muito bom
~~
"Dizem que conselho só se dá a quem pede. E, se vocês me convidaram para paraninfo, estou tentado a acreditar que tenho sua licença para dar alguns.
Portanto, apesar da minha pouca autoridade para dar conselhos a quem quer que seja, aqui vão alguns, que julgo valiosos.
Não paute sua vida, nem sua carreira, pelo dinheiro. Ame seu ofício com todo o coração. Persiga fazer o melhor. Seja fascinado pelo realizar, que o dinheiro virá como conseqüência. Quem pensa só em dinheiro não consegue sequer ser um grande bandido, nem um grande canalha.
Napoleão não invadiu a Europa por dinheiro. Hitler não matou 6 milhões de judeus por dinheiro. Michelangelo não passou 16 anos pintando a Capela Sistina por dinheiro. E, geralmente, os que só pensam nele não o ganham porque são incapazes de sonhar. E tudo que fica pronto na vida foi construído antes, na alma.
A propósito disso, lembro-me de uma passagem extraordinária, que descreve o diálogo entre uma freira americana cuidando de leprosos no Pacífico e um milionário texano. O milionário, vendo-a tratar daqueles leprosos, disse:
- Freira, eu não faria isso por dinheiro nenhum no mundo.
E ela responde:
- Eu também não, meu filho.
Não estou fazendo com isso nenhuma apologia à pobreza, muito pelo contrário. Digo apenas que pensar em realizar tem trazido mais fortuna do que pensar em fortuna.
Meu segundo conselho: pense no seu País. Porque, principalmente hoje,pensar em todos é a melhor maneira de pensar em si.
Afinal é difícil viver numa nação onde a maioria morre de fome e a minoria morre de medo. O caos político gera uma queda de padrão de vida generalizada. Os pobres vivem como bichos, e uma elite brega, sem cultura e sem refinamento, não chega a viver como homens. Roubam, mas vivem uma vida digna de Odorico Paraguassu. Que era ficção, mas hoje é realidade, na pessoa de Geraldo Bulhões, Denilma e Rosângela, sua concubina.
Meu terceiro conselho vem diretamente da Bíblia: seja quente ou seja frio, não seja morno que eu te vomito. É exatamente isso que está escrito na carta de Laudiceia: seja quente ou seja frio, não seja morno que eu te vomito. É preferível o erro à omissão. O fracasso, ao tédio. O escândalo, ao vazio.
| Nizan Guanaes |
Colabore com seu biógrafo. Faça, erre, tente, falhe, lute. Mas, por favor, não jogue fora, se acomodando, a extraordinária oportunidade de ter vivido.
Tendo consciência de que, cada homem foi feito para fazer história. Que todo homem é um milagre e traz em si uma revolução.
Que é mais do que sexo ou dinheiro. Você foi criado, para construir pirâmides e versos, descobrir continentes e mundos, e caminhar sempre, com um saco de interrogações na mão e uma caixa de possibilidades na outra.
Não use Rider, não dê férias a seus pés. Não se sente e passe a ser analista da vida alheia, espectador do mundo, comentarista do cotidiano, dessas pessoas que vivem a dizer: "eu não disse!";, "eu sabia!" Toda família tem um tio batalhador e bem de vida. E, durante o almoço de domingo, tem que agüentar aquele outro tio muito inteligente e fracassado contar tudo que ele faria, se fizesse alguma coisa.
Chega dos poetas não publicados! Empresários de mesa de bar.
Pessoas que fazem coisas fantásticas toda sexta de noite, todo sábado e domingo, mas que na segunda não sabem concretizar o que falam.
Porque não sabem ansiar, não sabem perder a pose, porque não sabem recomeçar.
Porque não sabem trabalhar.
Eu digo: trabalhem, trabalhem, trabalhem. De 8 às 12, de 12 às 8 e mais se for preciso. Trabalho não mata. Ocupa o tempo. Evita o ócio, que é a morada do demônio, e constrói prodígios.
O Brasil, este país de malandros e espertos, dá vantagem em tudo, tem muito que aprender com aqueles trouxas dos japoneses.
Porque aqueles trouxas japoneses que trabalham de sol a sol construíram, em menos de 50 anos, a 2ª maior megapotência do planeta. Enquanto nós, os espertos, construímos uma das maiores impotências do trabalho.
Trabalhe! Muitos de seus colegas dirão que você está perdendo sua vida, porque você vai trabalhar enquanto eles veraneiam. Porque você vai trabalhar, enquanto eles vão ao mesmo bar da semana anterior, conversar as mesmas conversas, mas o tempo, que é mesmo o senhor da razão, vai bendizer o fruto do seu esforço, e só o trabalho lhe leva a conhecer pessoas e mundos que os acomodados não conhecerão. E isso se chama sucesso."
Seja sempre você mesmo, mas não seja sempre o mesmo.
Nizan Guanaes
quarta-feira, 8 de junho de 2011
Qual é o limite ?
Liberdade de expressão é o seu direito de expor suas idéias. Ela está na base de toda democracia e presente na Constituição nacional desde 1988. Estados totalitários, centralizadores, não concedem esse direito ao povo. Como foi o caso do Estado Novo, em 1937, quando o ditador Getúlio Vargas usou de censuras para controlar a nação. Até hoje esse direito é interpretado de forma errada.
Todos tem certos tipos de conceitos, de preconceitos. A liberdade de expressão te dá o direito de expressar idéias, conceitos e pensamentos sem a pena de ser reprimido, ou algo do tipo. No Brasil, é permitido que grupos de diferentes tipos políticos, religiosos, étnicos e etc. cultuem seus ideais sem riscos de serem condenados por tal fato ocorrido. Esse direito é uma das causas defendidas pelos adeptos da corrente do Direitos Humanos.
Em países do Oriente Médio, a questão também aborda setores da política e da religião. Basta olhar e ver que muitas Guerras são causadas devido à diferença de crença religiosa. Muitas e muitas vidas foram jogadas fora por intolerância entre as diferenças ideológicas.
Apesar de nos vangloriarmos de viver em uma sociedade avançada, ainda não nos acostumamos a conviver com as diferenças. Frequentemente condenamos quem se opões a nós com uma idéia diferente (mesmo sendo melhor ou pior). Temos medo da diferença, de enfrentar o novo. E a nossa
Portanto, tal direito te dá a liberdade de expressar seus pensamentos. Mas, qual é o limite entre a liberdade de expressão e os insultos, difamações, preconceitos e mortes ?
terça-feira, 7 de junho de 2011
A solidariedade de grupo
Uma das maiores barreiras para se chegar a um bem maior é a solidariedade de grupo. Solidariedade de grupo não é difícil de se entender; imagine um grupo de pessoas que compartilhem algo em comum, seja uma idéia/ideal (como as correntes políticas), alguma paixão (como algum time de futebol, música etc) ou até mesmo uma característica que tenha "nascido" com você (cor de pele, sexo, pátria etc). Sendo assim, pessoas com algo em comum se unem e é comum surgir a solidariedade de grupo, que se resume nesse pensamento: "Quero o bem pra mim e para aqueles que compartilham as mesmas coisas, os demais que se ferrem, não concordam comigo".
O problema da solidariedade de grupo começa no fato do bem ser desejado apenas entre os membros do grupo, mas piora quando além do bem entre os membros, é desejado também o mal daqueles que não estão nele. Nas últimas eleições houveram casos onde quem defendia o lado derrotado ter desejado o mal da nação, para que todos "aprendessem que aquele candidato era uma droga e que eu estava certo". Como isso?
É comum as pessoas divergirem e discordarem, isso é bom. Mas passa a ser maléfico a partir do momento em que se passa a desejar o mal daquele que não está no grupo, é excludente e isso gera desigualdade.
É necessário divergir, mas é necessário respeitar.
segunda-feira, 6 de junho de 2011
Quanto tempo. Estamos de volta !
Ficamos um tempo parados. A falta de contato com nossos professores pode ter sido a causa do nosso recesso. Mas, graças aos pedidos, a vontade de voltar a escrever foi mais forte e estamos com muita vontade de voltar a escrever para vocês.
Nossa volta vem acompanhada de mudanças. Nossos assuntos não serão tão focados na política, tentaremos abordar, em maior volume, assuntos que nos leve a reflexão. Dessa vez com três membros: Daniel, Gabriel e Hugo.
Talvez a frequência com que postaremos será menor do que a que tínhamos ano passado. Mas vamos nos esforçar para não abandonar esse tão querido espaço que nos ajudou e ajuda muito, podem acreditar !
ESSA PORRA AÍ é para refletir !
quinta-feira, 14 de abril de 2011
Crise de sentido
Olhamos as pessoas que, teoricamente, comandam o país. Senadores, deputados, gorvenadores, prefeitos e presidente reclamam da falta de recursos para investimentos em educação e saúde. Pois bem...
Cada um desses parlamentares que reclamam, geram um débito aos cofres públicos de mais ou menos 10 milhões de reais CADA(em média). Tudo isso para botar seus filhos nas melhores escolas particulares, enviá-los para fora do país para ter a melhor formação, comprar os carros mais caros, importar bebidas, tudo. 10 milhões por ANO, média de aproximadamente 800 mil por mês. E, mesmo assim, votam aumento salarial de 62%.
Há uma semana, houve um desastre em Realengo. Todos já sabem, não preciso contar. Ouvi de um passarinho que os nossos parlamentares pensaram em uma forma de resolver o caso: plebiscito sobre o porte de armas. Tudo bem, é válido. Mas e sobre a falta de recursos para investir no colégio ? Tem plebiscito para diminuir seus salários para investir essa 'economia' nos salários dos professores ? Teve plebiscito popular para saber se queríamos o aumento salarial ?
Dizem que aprendemos quando nos dói no bolso. Mas mesmo doendo, e MUITO, no nosso bolso, não aprendemos. Botamos os mesmos caras no poder. Uma das maiores desigualdades sociais do planeta. O maior gasto com políticos do planeta. Eu vejo uma ligação nisso e você ?
Cada um desses parlamentares que reclamam, geram um débito aos cofres públicos de mais ou menos 10 milhões de reais CADA(em média). Tudo isso para botar seus filhos nas melhores escolas particulares, enviá-los para fora do país para ter a melhor formação, comprar os carros mais caros, importar bebidas, tudo. 10 milhões por ANO, média de aproximadamente 800 mil por mês. E, mesmo assim, votam aumento salarial de 62%.
Há uma semana, houve um desastre em Realengo. Todos já sabem, não preciso contar. Ouvi de um passarinho que os nossos parlamentares pensaram em uma forma de resolver o caso: plebiscito sobre o porte de armas. Tudo bem, é válido. Mas e sobre a falta de recursos para investir no colégio ? Tem plebiscito para diminuir seus salários para investir essa 'economia' nos salários dos professores ? Teve plebiscito popular para saber se queríamos o aumento salarial ?
Dizem que aprendemos quando nos dói no bolso. Mas mesmo doendo, e MUITO, no nosso bolso, não aprendemos. Botamos os mesmos caras no poder. Uma das maiores desigualdades sociais do planeta. O maior gasto com políticos do planeta. Eu vejo uma ligação nisso e você ?
sábado, 26 de março de 2011
Eduardo Marinho fala sobre política, religião e outros temas
Eduardo Marinho, um dos caras que nos inspirou e inspira. Em mais um vídeo dele na internet. É sensacional, não deixem de assistir.
Para conhecer mais do trabalho dele acesse:
http://observareabsorver.blogspot.com
sexta-feira, 25 de março de 2011
Blogueiro baleado
Essa semana, o blogueiro Ricardo Gama foi baleado no Rio de Janeiro. O blogueiro é conhecido por suas criticas a PM e ao governador Sérgio Cabral. Para entender melhor porque ele foi baleado, leia o blog dele.
http://ricardo-gama.blogspot.com/
Prova de que a liberdade de expressão ainda tem que ser aceita pelo sistema...
http://ricardo-gama.blogspot.com/
Prova de que a liberdade de expressão ainda tem que ser aceita pelo sistema...
terça-feira, 22 de março de 2011
Desculpas
Gostaria de pedir desculpas aos leitores desse blog pela falta de post's. Em breve voltaremos a escrever. Estamos passando por um tempo de falta de inspiração pois estamos longe de quem mais nos inspirou, NOSSOS PROFESSORES.
Por enquanto estamos de 'férias'. Para informação, quase que inútil, os escritores desse blog agora são alunos de faculdade. Daniel passou para Filosofia na UFRJ, Hugo em Ciências Políticas na UNIRIO e eu, Gabriel, em Comunicação Social na UFRJ. Eu e Daniel só começamos nossas aulas em agosto. Então, logo que voltarmos com a nossa velha receita mágica para inspiração (contato com um professor), não faltará assuntos importantes para tratarmos aqui.
Grato.
Por enquanto estamos de 'férias'. Para informação, quase que inútil, os escritores desse blog agora são alunos de faculdade. Daniel passou para Filosofia na UFRJ, Hugo em Ciências Políticas na UNIRIO e eu, Gabriel, em Comunicação Social na UFRJ. Eu e Daniel só começamos nossas aulas em agosto. Então, logo que voltarmos com a nossa velha receita mágica para inspiração (contato com um professor), não faltará assuntos importantes para tratarmos aqui.
Grato.
quarta-feira, 9 de março de 2011
Um texto de protesto
Nesses tempos de procurar o que produzir, vi um vídeo que fala sobre 'Desculpas ao Esporte e aos Atletas Brasileiros'. Apesar de não ser profissional, me identifiquei com boa parte das frases contidas no vídeo. Acabei por refletir bastante sobre tudo o que eu já passei no esporte e sobre tudo o que outras pessoas devem passar para apenas praticar o que se gosta.
Recentemente estive na equipe do Brasil no Mundial de vela. Algumas das promessas do esporte que mais deu medalhas olímpicas para o país estavam lá, os futuros melhores velejadores do mundo e, acreditem, a Confederação Brasileira não deu apoio algum para nós. Nada, nem um uniforme, lanchinho, técnico, NADA. Apenas um texto em seu site oficial em que eu mesmo escrevi no blog que criamos lá para darmos notícias aos amigos e pais que ficaram aqui no país. Se passamos por isso, imagine o que as outras pessoas de outros esportes não passam ?
Num país tão grande, com tanta criança correndo atrás de uma bola, correndo por correr, saltando, nadando em rios... tantos possíveis talentos jogados fora. Não há uma política séria como em outros países 'desenvolvidos' para buscar esses talentos. Só investem no que já dá resultado e nada fazem para uma nova geração a não ser pedir resultados e se gabar de algo que eles não têm nenhuma parcela de culpa quando o mesmo vem. Se negam a dar apoio a esportes pouco visados pela mídia como vela e judô e que, mesmo assim, esses esportes são os que mais deram medalhas olímpicas para o país.
Se no futebol, esporte que mais se vê na televisão, ainda existem milhões e milhões de pessoas que treinam em condições horríveis (para não dizer outras palavras), imagina o que encontraremos se olharmos para o atletismo ? A esperança se volta para o sacrifício de pais e parentes, para um dia o filho dar resultado, conseguir um patrocínio e poder fazer o que gosta. Mas até chegar a esse posto, veja, nenhum papel do governo. Nenhum campeonato patrocinado pelo governo. Nenhuma clínica de treinamento. E, mesmo assim, ainda surgem atletas monstruosos como Cesar Cielo.
Apesar de tudo, aos que chegam lá, o governo banca algumas coisas, mas o preço é uma corda bamba: ou você cai do lado do endeusados, que terão sempre apoio, ou cai no lado do esquecimento, tendo que se virar para conseguir viver. Poucos sabem reconhecer alguns resultados considerados 'pífios' como vitória. Poucos sabem reconhecer que a vitória exige um processo lento de desenvolvimento, que, até lá, é necessário uma base para treinamentos e campeonatos. No fim, ninguém apoia um projeto de formação de atleta.
Mesmo com todo esse quadro, existe um brio inexplicável de todo atleta brasileiro por seu país. Mesmo tendo que tirar do própria bolso, todos vão levantar a bandeira do Brasil, todos choram com o hino nacional e ainda sabendo de todas as dificuldades, todos querem um dia subir no pódio com um uniforme do Brasil. E o Brasil só quer ver essas pessoas subindo no pódio, não quer nem saber de como foi o histórico do atleta até chegar lá.
Ser atleta é difícil. Ser atleta BRASILEIRO é mais difícil ainda.
sábado, 12 de fevereiro de 2011
Não se adequar
Qualquer função, objetivo, ideologia, pensamento. Tudo é regrado, separado em subconjuntos, submatérias, sub-inutilidades. Na religião você tem que ser ateu, cristão, judeu... na política você tem que ser esquerda, direita ou, mesmo lhe atirando pedras, centro. E assim em grande maioria das ocorrências da vida.
Estive pensando em uma dessas noites virando na cama e conversando comigo mesmo, em que estilo de escrita eu me adapto ? Juro que não sei responder, acredito que minha escrita é livre. Na verdade, nem quero saber quais são esses estilos. A partir do momento em que eu tiver que abrir mão de vontades próprias para falar 'Eu sou de tal grupo', não serei eu mesmo.
É como a gramática faz com a língua. A escrita deveria ser como reprodução em códigos da fala, mas não, a escrita tenta regrar os diálogos. Juntar todas aquelas babozeiras de regras e nomes quase que científicos para uma simples frase, de forma perfeita. Saber dominar os adjuntos adnominais, adjetivos, pronomes, predicativos, tudo para nos acorrentar, para nos adequar ao estilo europeu de falar. Isso é ser educado para o padrão da sociedade, se regrar é ser educado, deixar você submetido a leis invisíveis é ser culto.
Aos poucos vamos nos fazendo, nos descobrindo, fazendo a NOSSA cultura, sem regras, sem trajetos definidos porém, a originalidade e as tradições culturais de cada local são vistas com preconceitos nessa sociedade com visão fechada.
terça-feira, 8 de fevereiro de 2011
Seria o fim das diferenças?
Nós, digo, eu, Gabriel e Hugo, acreditamos na "esquerda política". Apoiamos o mesmo partido e temos idéias parecidas(não revolucianárias, mas sim mudanças gradativas). De qualquer modo, pregamos uma sociedade menos desigual, onde todos tenham chances iguais na vida; seja uma boa escola, hospital, entretenimento, acesso à informação, transporte público etc. Porém, baseado nisso, seria esse o fim das diferenças e a padronização dos costumes e interesses? Com chances iguais e tudo mais, não haveria mais tanta diferença entre as classes e as pessoas estariam cada vez mais parecidas. Será que não haveriam mais ícones musicais ou de beleza? Será que, como as pessoas estariam cada vez mais iguais, os bares iriam todos servir as mesmas coisas e tocar as mesmas músicas? Seria o fim dos ícones do esporte? Da cultura internacional? Resumindo, seria o fim das diferenças? Não. A igualdade pregada pelo ideal é a igualdade simplesmente de se viver a vida do melhor modo que pode, onde sua liberdade acaba na liberdade do próximo. Claro que as classes serão extintas, mas isso não significa matar a cultura ou as diferenças pessoais. Ainda haverão músicas, ainda vão ter esportistas se destacando dentre os demais, a beleza ainda existirá(Narcisismo pode não precisar mais do Consumismo, porque não?), basta apenas a vontade de continuar inovando; seja na arte, na cultura ou naquilo que lhe interessar. A "sociedade" poderá ser igual, mas isso não significa que as pessoas não possam ser diferentes.
terça-feira, 1 de fevereiro de 2011
Tunísia: os trabalhadores podem transformar o mundo.
| Texto escrito por judith orr | |
Revoluções muitas vezes parecem vir do nada. Pessoas que vivem sob um regime brutal por gerações. Que levam suas vidas cotidianas trabalhando, estudando, de repente se revoltam. Até pouco tempo, ninguém poderia prever qual seriam os desdobramentos das lutas de resistência popular na Tunísia. Uma revolução jamais é um evento isolado. É um processo que se desenvolve ao longo de semanas, meses, anos. Pode haver grandes avanços, mas também recuos dramáticos. O revolucionário Lênin escreveu que a revolução só é possível quando "os de baixo" não aceitam viver como vivem e "os de cima" já não conseguem viver da maneira que vivem. E que "a revolução é impossível sem uma crise nacional". A sociedade pode parecer tranqüila, mas isso não significa que as pessoas sejam felizes. Acontece com freqüência que os governantes tenham a ilusão de que estão numa fortaleza de popularidade e segurança. Muitos deles vivem em uma bolha de riqueza e privilégios cercado por auxiliares e consultores que só dizem o que eles querem ouvir. Mas quando o encanto é quebrado e a revolta popular explode as mudanças que poderiam ter levado anos em tempos ‘normais’ podem acontecer em questão de horas. O medo diante da polícia e do exército desaparece quando milhares de pessoas tornam-se politicamente ativas. Trabalhadores e estudantes de todo o mundo acompanham com entusiasmo os acontecimentos. O que vem acontecendo na Tunísia tem sido considerado ‘revolução do Twitter’, a exemplo do que aconteceu no Irã há dois anos. A capacidade de se comunicar instantaneamente em todo o país tem sido um recurso fantástico nas últimas lutas. Mas não devemos confundir um instrumento de luta com a luta em si. O Twitter não forçou Ben Ali a fugir do país que governou por 23 anos. Assim como não foram paredes pichadas ou folhetos que derrubaram o czar da Rússia em 1917. Em toda situação revolucionária é a ação real do ser humano que tomas as ruas. Desafiando a polícia e lutando com coragem e imaginação. Ao longo da história, a classe trabalhadora jamais conquistou nada sem travar lutas duras. Lutar pode mudar o mundo. Mas, lutar muda a nós também. À medida que lutamos ao lado de outros trabalhadores e ativistas deixamos de nos sentir como engrenagens isoladas em um sistema enorme e anônimo. Quando começamos a tomar o controle de nossas vidas, verdades sagradas sobre a sociedade são desafiadas. A polícia é neutra? Realmente não há dinheiro para hospitais e escolas? É melhor deixar as decisões importantes para um punhado de pessoas no topo? Como este processo irá se desenvolver na Tunísia vai depender da política e das organizações que formam o movimento nas próximas semanas e meses. Por exemplo, os comitês de defesa local criados para proteger as comunidades das milícias que apóiam governo Ben Ali podem se transformar em formas mais amplas de autogoverno? Poderiam ser as sementes de uma organização política independente. Os movimentos revolucionários foram derrotados no passado, quando setores de oposição foram cooptados pelo governo e se afastaram da luta. Regimes ameaçados costumam aceitar pequenas mudanças para se manter no poder. Mas o exemplo da Tunísia mostra como as coisas podem mudar rápido quando anos de amargura chegam ao ponto de explodir. A crise econômica mundial leva pessoas comuns em todo o mundo a sofrer aflições parecidas e a se preocupar com o futuro. O movimento revolucionário na Tunísia tornou-se um farol para milhões delas. Pode levá-las a desafiar seus governantes. A situação está madura. Há potencial para que a luta vá além de uma simples mudança de governo. As pessoas comuns sentem que podem desafiar o capitalismo e construir um mundo socialista que possa satisfazer as necessidades de todos. Judith Orr é editora de Socialist Worker, onde este artigo foi publicado originalmente, na edição 2235 – 22/01/2011. Tradução ainda desconhecida. *texto no site Correio da Cidadania. |
quarta-feira, 26 de janeiro de 2011
Uma missa, uma conversa
Fugindo um pouco do meu próprio padrão de escrever textos, vou relatar alguns fatos recentes.
Era domingo, dia 23 de Janeiro de 2011, um amigo meu tinha me chamado pra ir à missa, e decidi ir apesar de ser Ateu, já faziam muitos anos que eu não e queria ir com um visão crítica, não uma visão de quem acreditava naquilo que lhe era dito. Acompanhei com respeito, seguindo o que a missa propunha, pois levei aquilo como manifestação cultural. Me desapontei ao longo da missa, esperava um sermão que fizesse refletir ou algum "discurso" do padre que levasse aos cristãos ali presentes à reflexão; mas o que deu pra perceber é que as pessoas são levadas a acreditar que Deus é piedoso e que resolverá os problemas. Além disso, o padre falou sobre as pessoas que assistem TV e não vão à igreja durante os outros dias da semana, ou das pessoas que vão para a Igreja evangélica... Nada de interessante foi dito, nada reflexivo, apenas dogmático! Não houveram ensinamentos, apenas histórias de Jesus curando, de um Deus onipresente e onipotente que vai resolver tudo e que as pessoas só devem propagar a religião! E assim terminaram as 2 horas de missa.
Feito isso, no dia seguinte enquanto caminhava pela praia, encontrei o Padre da missa do dia anterior! Eu e esse mesmo amigo nos sentamos pra conversar com ele, e ele se revelou uma pessoa interessante. Missionário, já tinha ido à África e ajudado as pessoas à aprender a plantar e colher! Iria para a Amazônia ajudar lá, só estava aqui no RJ para alguns anos de descanso. Além disso, fizera faculdade de Filosofia e falava bem de Nietzsche!!!(Nietzsche foi um filósofo que dizia que Deus não existia, que estava morto.) O padre, ou melhor, missionário, criticou o modo como são feitos os cultos e como as pessoas não são reflexivas. Dizia que a bíblia era metafórica, e que não devia ser seguida como uma história e sim como um ensinamento, pois as passagens presentes nela eram analogias às épocas vividas do homem! Este mesmo padre apreciava o Plínio de Arruda, e concordava em parte com a ideologia do que chamamos de "esquerda política". O modo como ele tinha proposto pra nós a religião fez-me pensar que ela só não é usada para algo BEM MELHOR que controle social porque realmente não é do intere$$e dos padres, que ele mesmo criticou ao dizer "Quero ver esses padres irem à África, o que eles querem é dinheiro e conforto."
Incrível, um ótimo Padre, uma ótima proposta do uso da religião. Continuo com meu Ateísmo, mas com um respeito maior por àqueles que a seguem do mesmo modo como esse que conheci.
Assinar:
Postagens (Atom)